terça-feira, 3 de junho de 2014

Não era pra ser,mas é lamúria.

No que eu transformo esse amor que nunca foi usado?
Guardado, não consigo nem transformar em poesia.
O que me fez de lar.
Por que esse não é daqueles amores simples que se tem,
não dá pra fazer esquiva,se esquecer fosse fácil eu o faria.

Mora em mim,um daqueles amores que em demasia,
se tornou amor,se alimentou de mais amor,e mais amor e mais amor,
e agora qualquer palavra é simples e não se iguala,nem se aproxima.

Até a palavra amor é tão pouca que chega a ser injustiça.
Que me perdoem os apaixonados,que chamam seus relacionamentos
de casos de amor,mas é que me fascina e me injuria.

O que senti por ele não era... não é...não continua sendo somente amor.
O que eu tenho por ele é uma história,é uma vida.
Que não foi ,e nem será vivida,por mera covardia de minha parte,
e também por falta de crer na reciprocidade.

O que eu faço com isso guardado em mim?
Faço um livro? Faço um filme?
Faço uma carta e entrego a ele? Faço poesia?
 Faço piada,e dou risada? Já fiz lamúria,e aqui está.

Já era saudade,mesmo contra minha vontade,
e agora cai em mim com veracidade,esse amor que nunca foi usado,
e sem utilidade em meu peito aqui está.E vai estar pra sempre.

Sempre. É cabível.
Sem fim.Sem interrupção.Sem cessar.
Eu tenho por ele um pra sempre,
e é em cada batida que eu me lembro,
é no meu peito do lado esquerdo
seu habitat.

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