O ar frio do inverno eu aspirava,
o inverno meu ar quente respirava.
O inverno soprava,
por que chora,figueira-brava ?
Álcool eu expirava,
brava eu saudava,
eu já superara
mas ansiava.
Voltava em sonho,
voltava em brasa.
Eu estava, eu capotava,
gritava,escrava,me travava.
Eu jurava,
e a gente só jura por uma palavra.
Era lava,agora é só pus,
por que já não encontrava,
e nem levantava,
eu esgotava.
Pingo a pingo,
eu já não era mais nem sombra
daquela pessoa toda luz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário